Como afastar um vampiro? - Água corrente


Segundo Melton (2003, p.8) no folclore russo e alemão o corpo de um suposto vampiro deveria ser atirado na água corrente, pois sendo um ser amaldiçoado a terra não o aceitaria e ele seria devolvido retornando à superfície quando enterrado. Na Grécia existe a lenda de uma ilha chamada Therasia, para ela eram banidos os vampiros gregos e nela ficavam aprisionados pela crença que eles não poderiam atravessar água salgada. “Embora uma característica do chiang-shi chinês, problemas com água corrente não estavam nos relatos folclóricos provindos da Europa Oriental, [...]”. (MELTON, 2003, p.8)
Na literatura não existem muitas menções à água corrente, em Drácula (1897), o Dr. Van Helsing cita que o vampiro só pode atravessar a água corrente na maré baixa. Recentemente o problema com a água corrente foi incluído nos livros da série Vampire Diaries de Lisa Jane Smith, publicado em 1991 nos Estados Unidos e no Brasil em 2009. Na sequencia abaixo as personagens do livro fogem de um vampiro atravessando um rio, que se interpõe entre elas e o ser por ter água corrente.
           

“Não parem! Cheguem ao outro lado!”
A ponte rangeu a medida que elas corriam vacilantemente por ela, seus passos ecoando pela água. Quando ela pulou na terra comprimida na margem distante, Elena por fim soltou a manga de Bonnie, e permitiu que suas pernas cambaleassem e parassem. 
Meredith estava curvada, as mãos nos quadris, respirando profundamente. Bonnie estava chorando.
“O que foi isso? Ah, o que foi isso?” ela disse. “Ainda está vindo?”
“Eu pensei que você fosse a expert,” Meredith disse instavelmente. “Pelo amor de Deus, Elena, vamos cair fora daqui.”
“Não, está tudo bem agora,” Elena sussurrou. Havia lágrimas em seus próprios olhos e ela estava tremendo, mas o hálito quente na parte de trás de seu pescoço tinha sumido. O rio se esticava entre ela e aquilo, as águas um tumulto escuro. “Aquilo não pode nos seguir aqui,” ela disse. (SMITH, 2009, p.26)

Referências:           
MELTON, G. J. O livro dos vampiros – A enciclopédia dos mortos vivos. São Paulo: M. Books do Brasil, 2003.
STOKER, B. Drácula. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002.
SMITH, L. J. Diários do vampiro: O despertar. Rio de Janeiro: 2009.

Um comentário:

  1. Ainda não ficou claro porque eles não podem atravessar a água corrente. O que realmente os impede?

    O blog é muito interessante!

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