Como matar o que já está morto? - Exposição ao sol



Outra forma radicada de aniquilar o vampiro é a exposição à luz do sol, absolutamente criada pelo cinema. Conforme Melton (2003, p.514) sua estréia foi no filme Nosferatu de 1922, filme baseado na obra Drácula de Bram Stoker (1897). Exatamente para se diferenciar do livro, a cena final do filme mostra o assustador Conde Orlok (Drácula) virando fumaça ao ficar exposto ao sol nascente. Em nenhum dos livros anteriores ao filme ou no folclore das regiões europeias consta esta forma de extirpação.

No livro de Stoker (1897), que originou a maior parte dos mitos do vampiro moderno, a única menção à luz do sol diz respeito à força do conde, ele diz que durante o dia o vampiro pode circular normalmente, tendo como contratempo apenas a perda temporária de seus poderes sobrenaturais. Para atestar Dom Augustin Calmet (1751, p.61), menciona as notas publicadas nos anos de 1693 e 1694 no Mercure Galant – uma revista francesa fundada no fim do século XVII com publicações semanais cujo objetivo era informar o público dos assuntos mais diversos e publicar poemas ou historietas – que falam de oupires, vampiros ou revividos, que são vistos na Polônia, e, sobretudo na Rússia e aparecem desde o meio-dia até meia-noite vindo sugar o sangue dos homens ou dos animais vivos, desta forma o sol não era necessariamente, um empecilho.



A partir do filme Nosferatu (1922) o sol passa a ser o inimigo dos vampiros no cinema demarcando seu horário de atuação - do anoitecer ao amanhecer - e consagrando-o definitivamente como criatura da noite.

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