A evolução da imagem do vampiro.

Quando ocorreu o surto de vampirismo na Europa Oriental, por volta do século XVIII, este teve um alcance tão grande que acabou por ser documentado e transmitido por todo o restante da Europa, na época, envolvida nas Luzes do Iluminismo. Esta é, por si só, uma imensa contradição, os mesmos filósofos iluministas que combatiam as crenças supersticiosas ajudaram a difundir a crença nos vampiros justamente ao discutir o assunto com todas as forças buscando refutá-lo.

O mais interessante porém, é observarmos a evolução da imagem do vampiro no cinema e na literatura. Pois ao se apossar dos dados da discussão sobre a existência ou não dos vampiros, a literatura levou-os para o restante do mundo e moldou-os conforme sua necessidade e vontade.

O vampiro original era um ser repulsivo, asqueroso, um morto-vivo, ao longo do tempo ele foi se transformando, ganhou uma melhor aparência, tornou-se um nobre estrangeiro, ainda um monstro, um assassino, mas um aristocrata. Sempre um homem, geralmente, representando uma idade mais madura. Atualmente esta imagem foi tão modificada que o vampiro é um adolescente, ele já não consome sangue humano, ou pelo menos luta contra a compulsão do consumo e é o bom moço na literatura e no cinema.
As mudanças foram ocorrendo de forma lenta, graças ao maior de todos os poderes do vampiro, a adaptação ao momento. Hoje o monstro virou o príncipe encantado, numa reviravolta incrível. Para ilustrar, abaixo são colocadas algumas imagens mostrando estas transformações.




Estas são algumas das inúmeras ilustrações que permitem demonstrar a incrível adaptação e transformação do vampiro, mais do que uma criatura das histórias de terror, eles fazem parte do imaginário humano ao longo do tempo e vão se adaptando às mudanças do mundo onde estão inseridos.

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