Lilith - a Lua Negra

Neste livro é contada a história de Lilith, a primeira companheira bíblica de Adão, cujos traços a consciência coletiva apagou, distraidamente, no tempo incomensurável em que se representa a história do homem. 
É a história de um íncubo, de um sonho, ou então é a história da mais inquietante imagem derivado do arquétipo da Grande Mãe. Em todas as épocas o homem interroga a Lua; chegou mesmo a toca-lá com as mãos. Não obstante, não desvendou, para si mesmo, o mistério inconsciente, incluido em figurações e mitos que em certas épocas fazem-lhe o apelo - do interior - com seu fascínio e com uma mensagem obscura que, seguramente, fala da alma e da carne, do amor e da morte. Isto porque fala da mulher. 
Lilith, a Lua Negra, é o céu vazio e tenebroso no qual se projetam indagações e possíveis respostas de um diálogo que nã tem nada a ver com o racional e, muito menos, com o sistemático-clínico: é o diálogo que o homem entretem com a própria alma, vivida em sua totalidade, ou numa cisão dolorosa.

Sobre o livro:
SICUTERI, Roberto. Lilith - a Lua Negra. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.

Sobre o autor:
Roberto Sicuteri é psicanalista de orientação junguiana. Ele trabalha em Florença na Itália.

(Texto extraído da contracapa do livro)

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